É com muito pesar que estou, neste momento, redigindo esta epístola.
Há muito tempo venho acompanhando o sofrimento de pessoas humildes, miseráveis, que suplicam ajuda, diante de tanta penúria. Eu vejo isso diariamente.
Não vou caiar a responsabilidade daqueles que realmente deveriam estar envolvidos na causa, quem de verdade deveriam estar incutidos a solucionar os problemas enfrentados pela classe menos favorecida.
É intolerável e ao mesmo tempo, assustador a situação que se encontram várias famílias, extremamente em condição de risco, e os Gestores Públicos, quem pelo menos deveria impulsionar algum tipo de solução, nada fazem. Muito pelo contrário, ridicularizam uma situação triste e real.
O silêncio já vem me fazendo um mal há algum tempo. Como calar-se diante de tanta hipocrisia e de tanta carência de humanidade.
Vejo pessoas, imbuídas com a causa, mas que pouco podem fazer, apesar de fazerem todo o seu melhor. Existem limitações, incomodas limitações.
É comum falar em “sistema falho”. O sistema é conduzido por pessoas poderosas, porém sem o mínimo de coerência e altruísmo, que seriam necessários para fazer o bem, sempre!
Ditas pessoas estão no poder porque a grande massa populacional, digamos eleitores que moram nas periferias das grandes cidades, que veem nos calhordas (explico: de baixo nível moral), uma expectativa, uma esperança de uma vida melhor e “doam” seus votos e ganham em troca o desprezo.
São totalmente desprezíveis aqueles que não têm nenhum pouco de sensibilidade, que fomentam um egoísmo excêntrico, que não enxergam um palmo a sua frente e disseminam arrogância e ainda são constituídos com um bem para a sociedade.
Talvez eu seja somente mais um que grita sem ser ouvido, que esbraveja sem ser notado, mas tenho muito que poucos não são capazes de oferecer: amor. Amor ao próximo, amor à vida!
Noto que não é necessária muita coisa para alegrar e levantar o astral de uma pessoa. A simples presença de alguém que possa confortar, falar algo que transmita confiança, que acalante um coração, que dê força para seguir adiante e lutar, vale mais do que a ajuda financeira. Não se dá migalho a desesperados. Dá-se vida, amor, dignidade.
O pouco que cada um fizer, além da riqueza espiritual, cultivará paz e harmonia, bem como promoverá o encontro de um ser entorpecido com a felicidade. Transformará um ser que pela manhã terá forças para recobrar o tempo perdido e buscar o caminho flórido com passos firmes e com um sorriso no rosto.
Wandre P. Andrade
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